Tenho trabalhado com SEO há pouco mais de um ano e só nos últimos dois meses consegui ver na prática o grande impacto das frases de long tail, aquelas compostas de um conjunto de palavras-chave que indicam uma busca muito específica e, portanto, um estágio mais evoluído no processo de pesquisa de um usuário.

Eu já havia percebido as vantagens da cauda longa nos resultados das campanhas de links patrocinados, onde ainda há o fator CPC, mas a experiência de estar recebendo metade da audiência de um site de médio porte (140k visitas/mês) através desse tipo de consulta na busca orgânica é, no mínimo, um sinal de que não devo subestimar a teoria de Chris Anderson.

No mercado de search marketing, o long tail é freqüentemente associado à forma de composição de palavras-chave. Por exemplo, uma busca por “notebook hp” não entraria nessa classificação, enquanto “notebook hp pavilion dv6120br” entraria. Mas o long tail é mais do que isso. Você poderia considerar que todas as palavras-chave que geram um volume de tráfego menor que as suas top keywords são a cauda longa da busca orgânica para o seu site.

Esse conjunto de palavras-chave, dependendo do tipo de site que você está trabalhando, pode ser tão ou mais significativo que as suas top keywords. E é isso que tenho reparado em diversos produtos que monitoro, mas principalmente em um dos últimos projetos que me envolvi. Está aí a importância de não subestimarmos o poder de páginas de detalhe, de artigos, de produtos, etc.

Além disso, existe um benefício matador para exibirmos tais páginas em buscas: por terem um conteúdo mais próximo do termo de consulta do internauta, o potencial de conversão (seja a simples visita, a geração de lead ou de uma venda) é maior do que uma home. Isso implica em um criterioso trabalho de qualificação de titles e descriptions, a “cara” da sua página em sites de busca.

Para fortalecer ainda mais o argumento, o evangelista de analytics do Google, Avinash Kaushik, destacou 3 dados importantes em um encontro no final de Janeiro:

  • A média de 3 palavras-chave por consulta que o Google divulgava é passado. Desde o último trimestre de 2007, a média foi ampliada para 4 palavras, o que indica uma evolução importante no cenário das buscas, uma vez que isso aponta um maior refinamento nas pesquisas dos usuários e, por isso, uma determinação mais clara das suas intenções.
  • Nada menos do que 25% das pesquisas realizadas no Google são únicas. Isso quer dizer que 1/4 de toda a pizza pertence a palavras-chave usadas apenas uma vez.
  • Esta é uma informação de bônus para contemplar o título completo deste artigo: 14% dos cliques nas páginas de resultados do Google atualmente são de links patrocinados diante de 86% da busca orgânica. E isso que a diferença já foi de 70-30 há alguns anos atrás.

Ou seja: continue otimizando as suas homes, mas aposte no long tail. O impacto da busca orgânica, de maneira geral, é crescente e o seu site pode se beneficiar muito dessas pesquisas mais específicas. Elas atraem menor tráfego se analisadas individualmente, mas no cenário completo podem lhe surpreender. Eu sei que eu fui surpreendido :)



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