Esta semana, um e-mail do presidente da WAN (World Association of Newspapers) caiu na minha inbox devidamente encaminhado pela diretoria do jornal Zero Hora e despertou algumas dúvidas. Tratava-se de um projeto que vem sendo desenvolvido pela associação em parceria com diversos grupos editoriais do exterior e os principais sites de busca, incluindo Google, Yahoo! e Live.

O projeto leva o nome de Automated Content Access Protocol (ACAP) e tem o objetivo de prover aos publishers maior controle sobre a distribuição e uso do seu conteúdo na Web. Na primeira fase, o projeto envolve uma espécie de Robots.txt 2.0 que apenas inclui alguns parâmetros adicionais ao arquivo original, como:

  • Política de permissão para o livre acesso ou restrição ao conteúdo para buscadores;
  • Suporte para inclusão e exclusão de conteúdo em buscas com base em uma data estipulada.

Pelas especificações que encontramos no site oficial do ACAP não ficam claros os resultados práticos dessa implementação, mas pelo e-mail do Gavin O’Reilly entende-se que o uso do novo robots.txt recomendado não deve ter impacto direto em posicionamento nas buscas, embora haja controles criados para bloquear totalmente o acesso de spiders. Até o momento, apesar de manifestarem apoio, nenhum dos 3 principais buscadores oferece suporte ao ACAP, mas participam do grupo que está coordenando a criação desse novo padrão para controle de permissões online.

Do ponto de vista de SEO, não acho que a proposta seja a resposta definitiva para o controle do conteúdo na Web e questiono a possibilidade de tornar uma parte de um site “invisível” aos buscadores para preservar a sua distribuição, uma vez que isso vai contra a maré da Web 2.0 e parece contraditório em um ambiente onde a banca de revistas é justamente um Google da vida. Será que vamos retroceder aos tempos em que os jornais fechavam o seu conteúdo através de login? Eu, sinceramente, espero que não.



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