Acabei de chegar do Seminário INFO sobre Marketing de Busca promovido pela Editora Abril no hotel World Trade Center (WTC) aqui em São Paulo. Creio que o principal neste evento, especialmente para os search marketers de longa data, não foram exatamente as informações transmitidas nos 9 painéis, superficiais porém cumpridoras do papel do seminário, mas a oportunidade de reunir em um mesmo dia e local os principais players do mercado de busca.

O destaque deste evento, na minha opinião, foi a palestra de Walter Longo, VP de Estratégia e Planejamento da Y&R. Outros painéis também discutiram assuntos interessantes e tiveram grande aceitação do público, porém creio que o que citei conseguiu ser objetivo ao mesmo tempo em que acrescentou muito em conteúdo na conferência. Neste primeiro artigo, eu destaco alguns dos pontos que me chamaram a atenção nas palestras dos buscadores e informações relevantes transmitidas por eles sobre o mercado do marketing de busca no Brasil (Paulo, você mereceu esse inbound, hehe…).

Seminário INFO - Marketing de Busca

Abertura, com Sandra Carvalho (Editora Abril):

  • Lançou para discussão um desafio não resolvido nas palestras posteriores: entender as fronteiras entre as técnicas de white hat, gray hat e black hat em SEO.
  • Anunciou o próximo seminário da Abril, que acontecerá em 16 de Junho e terá como tema a internet móvel.

Alexandre Hohagen (Google Brasil):

  • Levou 2 palestras para a platéia escolher; aparentemente, poucos ainda querem ouvir falar sobre o AdWords.
  • Apresentou as best practices do Google para as empresas que procuram um bom posicionamento nas buscas. São elas:
  1. Esteja “always on“: seu consumidor está disponível 24/7; você deve estar presente onde e quando ele precisar daquilo que você oferece.
  2. Prepare-se online para o que acontece offline.
  3. Não espere que seus consumidores venham até você, distribua sua mídia com precisão (e com gadgets).
  4. Faça do vídeo um dos formatos centrais da sua estratégia online.
  5. Crie uma oportunidade para escolherem você; o iGoogle permite que seus consumidores personalizem sua página inicial e incluam um gadget só seu.
  6. Use a sabedoria popular; cita a campanha Priceless da MasterCard.
  7. Esteja onde seus consumidores estão em momentos de relevância; cita um dado do Google sobre comportamento online que mostra que 5% do tempo que as pessoas passam navegando são gastos em busca e o resto navegando por sites, onde o Google mantém uma gigantesca rede de conteúdo.
  • Apresentou o case da Unilever: campanha da Dove na rede de pesquisa e rede de conteúdo com anúncios display e texto; para cada US$ 1.00 investidos no Google, os consumidores gastaram US$ 1.43 incremental à média de vendas do produto.
  • Apresentou o case do Pontiac, da GM.
  • Na bateria de perguntas, evitou falar sobre um possível lançamento do Product Search (a.k.a. ex-Froogle) no Brasil, o que trombaria de frente com os seus principais anunciantes nacionais, Buscapé e Mercado Livre.
  • Sobre a polêmica relação do Google com as agências, foi político e citou os treinamentos e ferramentas da empresa, embora saibamos bem que o Google Analytics não é exclusividade das agências.
  • Admitiu que o Google não gosta muito de agências que compram lotes de palavras-chave para revenda.
  • Sobre a pertinente questão de um dos integrantes da MestreSEO a respeito da criação de uma equipe de Web SPAM no Brasil, Alexandre afirmou apenas que o time de BH já auxilia a famosa equipe internacional.
  • Comunicou que já há planos para o lançamento de um curso oficial de AdWords no país.

Guilherme Ribenboim (Yahoo! Brasil):

  • O painel teve um formato de bate-papo (muito agradável, por sinal).
  • Começou falando de casos que comprovam a penetração dos links patrocinados no país.
  • Enfatizou a importância dos links patrocinados para testes de linguagens e discursos.
  • Sandra Carvalho, mediadora do painel, questionou o valor de certas palavras que pode estar alto demais para pequenos anunciantes, com o que Guilherme não concordou.
  • Fez uma breve comparação entre display ads e search.
  • Ao ser perguntado sobre o diferencial do Yahoo! em relação ao Google aqui no Brasil, falou do seu modelo full-service através do qual é possível anunciar não apenas na busca, mas em outros locais onde o público também passa, como a própria home do portal (errrr… isso é um diferencial?).
  • Afirmou que o Yahoo! Brasil tem em média 20 milhões de visitantes únicos por mês.
  • Explicou o que causa as maiores taxas de churn no marketing de busca: sites ruins (como sites em Flash que demoram a carregar) e experiências com palavras-chave muito abrangentes logo no início de uma campanha.
  • Como dica, recomendou começar uma campanha de links patrocinados com termos mais específicos sobre o negócio tratado e ter uma boa ferramenta de tracking (não mencionou nada da recente aquisição da IndexTools).
  • Falou da plataforma aberta anunciada na semana passada pela empresa na qual haverá uma unificação dos perfis dos usuários do Yahoo!.
  • Negou a idéia de que o Yahoo! deseja ser uma grande social network.
  • Afirmou que a empresa quer passar a utilizar já em 2008 as informações do usuário para behavioral targeting, algo que mais tarde o Osvaldo, da Microsoft, abordaria com maior profundidade.
  • Disse que o Yahoo! pretende voltar a oferecer capacitações para agências e anunciantes a partir do momento em que a plataforma Panama estiver mais madura no mercado.
  • Explicou a importância dos fatores de qualidade dos anúncios no algoritmo do Panama.
  • Acredita no long tail e enfatiza a importância de bons processos para otimizar a escalabilidade na hora de se criar uma estratégia para atingir nichos específicos com uma campanha de search.
  • Disse que o perfil do usuário do Yahoo!, assim como qualquer grande portal nacional, é o mesmo perfil do internauta médio brasileiro.
  • Não soube dizer o market share exato do Yahoo! no mercado de buscas do Brasil, mas afirmou ter algo em torno de 30 a 40% de reach, segundo a Nielsen NetRatings.

Por enquanto, vou parar por aqui, mas ainda há muita coisa para sintetizar desse seminário. Além das palestras, o encontro com diversos companheiros do mercado também foi um ponto alto. Fico até com medo de tentar citá-los e esquecer de alguém, mas posso dizer que foi um imenso prazer conhecer o Fábio Ricotta e o pessoal da MestreSEO, devidamente apresentados pelo Paulo Rodrigo Teixeira, o grande beneficiado com o nome do evento, podemos dizer :-P

Fiquem ligados nos sites desses caras também, porque várias fotos foram tiradas e muitas anotações feitas por todos. Acho que teremos uma ótima cobertura do evento. E, claro, eu volto para completar o meu resumão aqui no blog.

Edição: editando para deixar os links para o blog do Paulo, que foi rápido no gatilho e também já publicou seus resumos das palestras de Google e Yahoo! no Marketing de Busca. Aliás, ele também tem fotos do seminário, podem cobrar ;)



1 Comentário to “Seminário INFO: Marketing de Busca (Parte 1)”

  1. Seminário INFO: Marketing de Busca (Parte 2) @ MigLog | abril 29th, 2008 at 23:38

    [...] o meu resumo do Seminário Info: Marketing de Busca da Editora Abril, cuja parte 1 tratava da participação dos buscadores, agora vou destacar os pontos [...]

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