Costumo dizer que, no meu caso, a megalomania tem sido um transtorno controlado. Desde a época em que desenhava mapas de um continente inexistente - a não ser, claro, na minha cabeça - e escrevia livros que jamais seriam lançados, meus objetivos sempre estiveram ligados a algo supostamente inatingível. Ainda assim, eu nunca deixei de tentar, explorar e seguir os princípios que aprendi e que me ensinaram neste primeiro “quarter” de vida.

Minha estação de trabalho.Quando estava prestes a assumir o desafio de construir esta “segunda fase”, uma coisa ficou muito clara pra mim: o céu é o limite. Não lembro onde ouvi ou li essa frase pela primeira vez. Talvez através da minha dinda, talvez em uma música de Michael Jackson ou mesmo no clássico filme de Fred Astaire. A verdade é que é uma frase que, a partir do momento que passei a entender, mudou a minha vida. Hoje, esse é o meu lema.

Profissionalmente, este é o momento mais importante. Sou gerente de operações de produto (a.k.a. product operations manager) na .FOX brasileira, a divisão de mídia digital da Fox International Channels, uma empresa do grupo NewsCorp. Já fui estagiário, assistente, analista e líder de áreas de marketing online no Grupo RBS, empresa pela qual tenho muito carinho e onde aprendi muito do que sei sobre ser um bom profissional. Gosto de escrever, palestrar e começar novos projetos. Em 2009, me comprometi a escrever para o blog Métricas Brasil e para a coluna Métricas do portal SEM Brasil, além de continuar a colaborar com Tiago M. S. Luz (o Doc) no já premiado SearchCast, um podcast sobre search marketing. Em 2008, palestrei no SMX São Paulo, no encontro mensal Web Analytics Wednesday e no congresso anual Digital Marketing. Já este ano, estarei também no recém-criado Social Media Brasil, um evento do qual o mercado estava precisando há algum tempo.

Também já tive banda, fui vocalista e compositor. E, como disse, já fui criador e dono de um continente só meu, muito antes mesmo de saber que existia um cargo profissional chamado “country manager”. Sabe, talvez seja isso que eu sempre tenha almejado. Não acho que as memórias e os sonhos da infância sejam descartáveis. Já quis ser inventor, dono de uma frota de ônibus, até pensei em realizar um sonho familiar de abrir um café com o nome da família - “Florian”. Pena, mais tarde, eu ter descoberto que já existia um café com o mesmo nome na Itália. Mas nenhum desses sonhos teve um fim. Bom, talvez a frota de ônibus…

A infância é uma fonte de descobertas. Você realmente percebe o que formou a sua personalidade e fez você ser o que é. Mas não me vejo como um Benjamin Button ou como um Peter Pan, embora seus valores sejam fontes de inspiração para a vida mundana. Os sonhos amadurecem com as pessoas e acredito que os meus tenham se transformado em desejos possíveis e alcançáveis.

Ainda quero morar fora do Brasil. Para um porto-alegrense que encontrou em São Paulo um novo mundo para explorar, um simples vôo pode, também, mudar a vida. Mas não quero mudar tudo, não. Apesar de todas as ambições, sou muito apegado às raízes. E, como diz Miltão na sua Canção da América, “quem voou, no pensamento ficou com a lembrança que o outro cantou”. No final das contas, eu continuo a cantar…

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